Publicado: Quarta-feira, 11 de julho de 2007
A história do rock brasileiro
Camila BertolazziDécada de 50

Depois do inusitado hit inaugural, os brasileiros simpatizaram com a subversiva novidade norte-americana, que começou a ser assimilada por cantores como Cauby Peixoto (foto), que em 1957 gravou a primeira faixa tipicamente nacional dentro do gênero: “Rock and Roll em Copacabana”, do compositor Miguel Gustavo.
Uma nova juventude começou a surgir, adotando como principal lema a contestação dos padrões da época, e as primeiras “baladas” rock’n’roll se concentravam em shows regionais, bailes, e festas das rádios, sendo que a moda ainda era dançar juntinho, só que com movimentos mais rápidos e ousados.
Década de 60

Surge também a Tropicália, uma revolução musical promovida pelos baianos Caetano Veloso e Gilberto Gil, que criaram um novo estilo ao fundirem as guitarras elétricas com os mais tradicionais gêneros da música de raiz nacional.
Também surge uma das bandas mais cultuadas no mundo todo até os dias atuais – Os Mutantes, formado por Arnaldo Batista, Sérgio Dias e Rita Lee, consagraram-se com um estilo musical que misturava desde psicodelia, Beatles, música concreta, erudita e até o samba.
Em junho de 67, é inaugurada a famosa casa de shows Canecão, no Rio de Janeiro, que marca uma nova era – as festas começam a sair dos clubes locais e vão para estabelecimentos específicos, destinados em receber concertos de rock.
Década de 70

O hard-rock e o progressivo também ganharam força, com os músicos Arnaldo Baptista e Sérgio Dias e suas respectivas bandas. O pré-punk aparecia em 77, com o Joelho de Porco e suas sátiras.
Nesta década, o fim dos Beatles foi emblemático e ajudou na transição entre o rock básico de letras simples para o mais complexo, com melhores instrumentos, apoio de orquestras (como no caso do Deep Purple), e muitos sintetizadores, usados na criação dos sons eletrônicos.
Década de 80

Os expoentes eram, por exemplo, Ultraje a Rigor (foto) e a banda RPM, que gravou o disco “Rádio Pirata Ao Vivo” e foi recordista de vendas – de qualquer gênero – no Brasil: somando 2,2 milhões de cópias comercializadas.
No mesmo período, o Legião Urbana lançava seu primeiro álbum, mostrando que os ideais punks continuavam fortes, assim como nos sons dos Garotos Podres, Camisa de Vênus, Ira!, Replicantes, Cólera e Plebe Rude.
Década de 90

Fusões ficam mais evidentes no cenário nacional, como no caso do Cidade Negra, que ganhou fama por suas misturas com reggae, assim como o Skank, além de Chico Science & Nação Zumbi, que misturavam maracatu com a música pop de vanguarda.
Planet Hemp chocava com suas letras que pediam a legalização da maconha e Os Raimundos fundiam o forró com hardcore. Porém, o recorde comercial de meados de 96 foi da então desconhecida banda Mamonas Assassinas (foto), que chamou a atenção com suas músicas debochadas, vendendo a impressionante quantidade de 2,6 milhões de discos.
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