Publicado: Segunda-feira, 9 de novembro de 2009
1958
Guilherme MartinsEstava você meu pai, todo sorridente,
atraente, em busca da vitória
No passado, muito distante
Foi lá que tudo começou
Ainda menino, com ar de maroto, um tanto vaidoso
Mas já sabia realmente o que queria
Vivendo na simplicidade, com muita dignidade
Traçava seus sonhos, seus ideais
A bola era o seu ídolo, a sua determinação
A esperança de um dia vir a ser um grande Campeão
Jogador de Futebol, era exatamente o que mais queria ser,
o que mais o fascinava.
Mas nem imaginava que viria ser famoso, reconhecido,
aplaudido,
Medalhas e troféus, dias de glória, mas nem sempre a batalha é ganha
1958, data inesquecível, no campo, a decepção veio à tona, derrotados, desconsolados
Única equipe do Futebol Ituano a viajar de avião, dizia-se Teco-Teco
Eu, nem existia, mas você sinceramente já sabia, que no passado, nossas vidas já se cruzara, já havia um significado, já havia uma razão
Eu, não era um menino, como sempre sonhou em ter como primeiro filho, mas tinha nas veias o mesmo sangue de garra, de proeza, de agilidade com a bola, como jogadora de Handboll que sempre fui.
Mas meu pai, você vibrou com a bola, e eu, com orgulho presto-lhe esta homenagem
Marechal de Ferro, como era chamado o seu time, hoje extinto, você também não está mais aqui
Não choro pela sua ausência, pois sua imagem está viva em meu pensamento
A saudade é um sentimento vago, mas as lembranças é que me fazem sofrer.
Vivemos muito tempo juntos, impossível te esquecer, quantas vezes nos desentendemos
Que ciúmes doentio, orgulhoso, sempre queria estar com a razão
Só agora entendo o significado de todo esse temperamento
O tempo passou, parece que tudo se acabou, mas eu sobrevivi
Estou aqui agora, recordando o passado, pensando em você
Tiveras eu a sorte de ter você como meu pai
Adeus meu Heroi, meu Atleta, meu Pai.
Enviado por Rosana Rosa, de Itu
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